A dor de dente tem um hábito cruel: costuma piorar à noite. Deitado, o sangue chega com mais pressão à cabeça e ao dente inflamado, e sem as distrações do dia a dor ganha espaço. Se isso está acontecendo com você agora, vale saber o que ajuda, o que atrapalha e quando não dá para esperar.
Primeiros cuidados em casa
Enxágue a boca com água morna para tirar resíduos e use o fio dental com delicadeza ao redor do dente que dói, porque às vezes um pedaço de comida preso é parte do problema. Uma compressa fria por fora do rosto, na região da dor, pode dar algum conforto. Calor, ao contrário, tende a piorar quando há infecção.
Evite mastigar do lado afetado e, para dormir, mantenha a cabeça um pouco mais alta que o corpo. Se você já usa um analgésico com orientação médica, siga a dose da bula; não dobre a dose nem misture remédios por conta própria.
O que evitar
Não coloque aspirina, cravo, alho ou qualquer outra substância diretamente sobre o dente ou a gengiva: isso pode queimar o tecido e não resolve a causa. Também não tome antibiótico sem prescrição. Ele pode mascarar o problema por alguns dias e não substitui o tratamento do dente.
Quando não dá para esperar
Algumas situações pedem atendimento no mesmo dia: dor forte que não cede com analgésico, inchaço no rosto ou na gengiva, febre, gosto ruim na boca com saída de pus, dente quebrado depois de uma pancada ou sangramento que não para. Inchaço no rosto com dificuldade para engolir ou respirar é emergência médica: procure um pronto-socorro.
A Cliniriso atende urgências odontológicas pelo WhatsApp a qualquer hora, inclusive de madrugada, fins de semana e feriados. Descrever a dor e, se possível, mandar uma foto ajuda a equipe a orientar o próximo passo.
Por que a dor some e volta
Muita gente sente a dor diminuir de manhã e conclui que passou. Nem sempre é assim. Quando a dor desaparece de repente, às vezes é porque o nervo do dente morreu, e a infecção segue em silêncio. Por isso, mesmo que o incômodo ceda, o dente precisa ser avaliado.
A causa da dor pode ser uma cárie profunda, um dente trincado, um siso inflamado ou uma infecção. Só um exame clínico, em geral com radiografia, mostra qual é. Quando o nervo está comprometido, o caminho costuma ser o tratamento de canal, que permite manter o dente natural.
Perguntas frequentes
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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um cirurgião-dentista.



